Eu sei
que a vida deveria ser menos sofrida
que a violência não deveria existir
que os velhinhos, crianças e animaizinhos não deveriam ser maltratados...
Eu sei
que eu não queria mais ver as tristes notícias que vejo todos os dias na internet, rádio e televisão
que eu não queria mais saber de corrupção, miséria, crimes de todo o tipo
e a desesperança nos olhos de tantos
Eu sei
que a minha própria vida não foi exatamente do jeito que eu queria
que eu sofri muito na minha infância e na adolescência
que a minha vida adulta também foi e tem sido cheia de percalços
Eu aprendi
a não confiar tanto nas pessoas
a não depositar tantas expectativas e esperar muito de alguém que não tem muito ou quase nada a oferecer
a perdoar, justamente por entender o conceito acima
a levantar quando cair
Eu aprendi
inclusive que eu posso tropeçar e cair de vez em quando
pois tenho limites
e esse foi o meu maior aprendizado do ano ou de todos os tempos:
eu aprendi onde está o MEU LIMITE
E tendo aprendido isso
Eu continuo a acreditar em Deus
Nesta força misteriosa que me move
Que me faz seguir adiante mesmo quando há nuvens negras e tempestades que queiram me impedir de voar
Pois aprendi
Que a felicidade absoluta não existe
A felicidade é feita de momentos
E quero que eles sejam numerosos
E espero merecê-los cada vez mais
Desejo vários momentos felizes em 2011!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A difícil arte de amar
Todos os dias lemos ou assistimos nos noticiários tristes relatos de assassinatos "passionais". O homem que envenenou o filhinho com veneno de rato e depois se matou porque não se conformava com o divórcio. O homem que quis ter a filhinha em casa, apesar da relutância da mãe, e a maltratou até a morte. O casal que atirou a criança pela janela. O noivo que matou a noiva e o amigo durante a festa de casamento. O casal que esquartejou os filhos. O rapaz que encarcerou a ex no próprio apartamento e finalmente a matou diante das câmeras de TV que acompanhavam o sequestro. O advogado que matou a namorada e jogou o carro no rio. O goleiro que mandou esquartejar a ex... e por aí vai.
O que move o ser humano? Que sentimentos são esses? Que paixão ensandecida, triste e odiosa anda movendo os humanos? Quanto mais eu penso, menos consigo entender.
Quando os dramas não atingem as páginas policiais, eles ficam restritos aos lares nos quais a dor de milhares de mulheres vítimas das agressões de seus maridos se silencia. A dor muda. A dor calada.
O que leva uma mulher se sujeitar a isso?
O que leva alguém a se casar com outro sem amor?
O que leva alguém a classificar a humilhação e a violência como amor?
Alguém sabe, pelo amor de Deus, o que é o amor?
Amor é respeito. Mútuo. Amar é querer ver a felicidade do outro, seu progresso, sua realização. É ver o outro voar e ser feliz. É compartilhar de momentos de amor e prazer, sabendo que esses momentos são únicos e por isso devem ser sublimados, extasiados.
Amar é contribuir para o crescimento do outro sem se anular.
Amar é amar a si próprio. É ser feliz na própria companhia. É acreditar nos desígnios de Deus, ter paciência nos momentos da turbulência, dar a mão ao próximo nesses momentos e seguir adiante.
Amar é compreender a deficiência, a limitação do outro e ajudá-lo a melhorar. É compreender que você também tem suas deficiências e pedir ajuda, com humildade, para se auto-melhorar.
Amar é lançar-se na grande aventura da vida com vontade de aprender, de ser feliz, de saber que vai se sentir triste, vai cair em alguns momentos, mas que tudo passa... o depois chega e a nova chance vem irremediavelmente.
Todos os casos que eu citei acima são de pessoas que não amavam. Elas não se amavam, em primeiro lugar, pois se dispuseram a por fim à própria vida antes de dar cabo da vida do outro. Sabiam que popderiam sofrer consequencias e estão sofrendo. Tampouco amavam quem mataram pois quem ama liberta, quem ama quer ver o outro feliz.
Vamos amar, vamos nos lançar na aventura da vida com laços de amor e não de ódio.
Em tempo de Natal, nunca é tarde lembrar da máxima do Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amo (substende-se, eu amo todos vocês, do jeito que são e quero o melhor para todos e ajudá-los a conquistar esse melhor).
Amai-vos!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Felicidade em conta-gotas
Todo mundo quer ser feliz.
Essa é a nova proposta.
O que acontece é que o conceito de felicidade pode ser muito diferente de uma pessoa para outra.
Ser feliz para uns é ter o carro do ano, IPad, Ipod, e todos os aparatos tecnológicos de última geração. Uma casa num bairro de luxo, amigos influentes, o cargo ideal.
Para outros é simplesmente ter o pão de cada dia, pois eles sabem que às vezes até o pão falta. O teto sem goteiras, o calçado para as crianças... e tantas outras coisas tão básicas que nem nos damos conta porque isso não nos costuma faltar.
Para outros ainda é ter saúde. Quando festejamos a passagem de ano, costumamos cantar a tradicional cantiga: "Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer... muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender"... Mas a verdade é que essa saúde só nos é relevante de fato quando nos falta. Daí nos damos conta de como a saúde faz falta e como ela é primordial para o que quer que desejemos conquistar em nossas vidas.
Quando passamos por muitas intempéries na vida, como brigas, falta de respeito, doença de pessoas que amamos, a possibilidade de perder um ente querido, a grana curta ( mas não faltante, graças a Deus), um trabalho que não nos realiza, puxadas de tapete, traições, amigos falsos e uma série de desgostos que nos levam a depressão e a quase desacreditar que a vida vale a pena... então aprendemos que a felicidade absoluta ou na maior parte do tempo simplesmente não existe. Ela vem em conta-gotas. É sábio quem sabe aproveitar essas gotinhas.
Viver com intensidade o momento feliz, sem pensar no amanhã. Saber identificar aquele momento, explorá-lo ao máximo, sentir-se uno com Deus pois Deus é amor e alegria. Sim, Ele está conosco nos momentos tristes, nos amparando e alimentando para que não desistamos de tudo. Mas eu tenho certeza que Ele se sente mais feliz quando seus filhos estão felizes, pois assim é o verdadeiro Pai.
Essa é a nova proposta.
O que acontece é que o conceito de felicidade pode ser muito diferente de uma pessoa para outra.
Ser feliz para uns é ter o carro do ano, IPad, Ipod, e todos os aparatos tecnológicos de última geração. Uma casa num bairro de luxo, amigos influentes, o cargo ideal.
Para outros é simplesmente ter o pão de cada dia, pois eles sabem que às vezes até o pão falta. O teto sem goteiras, o calçado para as crianças... e tantas outras coisas tão básicas que nem nos damos conta porque isso não nos costuma faltar.
Para outros ainda é ter saúde. Quando festejamos a passagem de ano, costumamos cantar a tradicional cantiga: "Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer... muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender"... Mas a verdade é que essa saúde só nos é relevante de fato quando nos falta. Daí nos damos conta de como a saúde faz falta e como ela é primordial para o que quer que desejemos conquistar em nossas vidas.
Quando passamos por muitas intempéries na vida, como brigas, falta de respeito, doença de pessoas que amamos, a possibilidade de perder um ente querido, a grana curta ( mas não faltante, graças a Deus), um trabalho que não nos realiza, puxadas de tapete, traições, amigos falsos e uma série de desgostos que nos levam a depressão e a quase desacreditar que a vida vale a pena... então aprendemos que a felicidade absoluta ou na maior parte do tempo simplesmente não existe. Ela vem em conta-gotas. É sábio quem sabe aproveitar essas gotinhas.
Viver com intensidade o momento feliz, sem pensar no amanhã. Saber identificar aquele momento, explorá-lo ao máximo, sentir-se uno com Deus pois Deus é amor e alegria. Sim, Ele está conosco nos momentos tristes, nos amparando e alimentando para que não desistamos de tudo. Mas eu tenho certeza que Ele se sente mais feliz quando seus filhos estão felizes, pois assim é o verdadeiro Pai.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
A banalidade da morte
Eu hesitei, mas acabei assistindo ao vídeo que mostra o assassinato do torcedor em Minas Gerais por animais do Atlético.
É chocante. Também é chocante que o vídeo seja exibido e reexibido nos noticiários, na internet para quem quiser assisti-lo.
Primeiro, quero comentar como a morte é banalizada. Mata-se para tirar o celular, o carro, o tênis. Sequestra-se e mata porque se está sem dinheiro. Mata-se porque você torce por um time e eu por outro. Sendo que os jogadores não estão nem aí para time algum. Pode até ser que gostem mais de um ou de outro. Mas ninguém passa uma vida sem trocar de time somente por amor à camisa. Os jogadores fazem o que é melhor para eles porque aquilo é negócio, esporte, é o ganha-pão deles e estão certíssimos. Mas os imbecis dos torcedores acabam com suas próprias vidas e com as de famílias inteiras por um jogo. Que imbecilidade é essa?
Eu gostava muito de futebol até que vi, há anos, uma matéria sobre um jovenzinho que morreu indo apra o jogo. Ele nem sequer chegou ao estádio. Foi espancado e dias depois morreu. A imagem do rapaz ainda vivo, frágil e de olhos inchados me impressionou e eu me prometi que não mais assistiria a futebol, não enquanto bestas brutalizadas estivessem assistindo e se matando.
Agora, acabei de clicar em um portal da internet e vi o vídeo do rapaz. Imaginem a mãe dele vendo seu filho sendo morto várias e várias vezes? Imaginem os amigos, parentes, talvez a namorada? Se eu, que nunca vi o rapaz, fiquei completamente pasmada e triste, imaginem todos que o amavam e amam?!
Tantas e tantas pessoas lutam pela vida porque estão doentes, doentes terminais, mas que querem viver. Tantos lutam para sobreviver à miséria, às condições subhumanas de favelas e periferias. E um grupo de imbecis tira a vida de quem tudo pela frente. A vida parece não valer mais nada.
Mas também queria expressar a minha tristeza mediante a atitude das emissoras de televisão, os jornais, os portais. De nada adianta deixar vídeos de agressão disponíveis. Eles chocam e entristecem pessoas de bom coração, como eu ou você. Mas seres bestializados que se comprazem em ver o sofrimento do outro e matar ficam cada vez mais excitados em repetir seus atos de maldade. Essa é a verdade.
A morte não deve ser banalizada como está sendo. Minha compaixão e condolências à mãe de Otávio Fernandes. Que Deus abençõe seu filho e dê forças à senhora.
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É chocante. Também é chocante que o vídeo seja exibido e reexibido nos noticiários, na internet para quem quiser assisti-lo.
Primeiro, quero comentar como a morte é banalizada. Mata-se para tirar o celular, o carro, o tênis. Sequestra-se e mata porque se está sem dinheiro. Mata-se porque você torce por um time e eu por outro. Sendo que os jogadores não estão nem aí para time algum. Pode até ser que gostem mais de um ou de outro. Mas ninguém passa uma vida sem trocar de time somente por amor à camisa. Os jogadores fazem o que é melhor para eles porque aquilo é negócio, esporte, é o ganha-pão deles e estão certíssimos. Mas os imbecis dos torcedores acabam com suas próprias vidas e com as de famílias inteiras por um jogo. Que imbecilidade é essa?
Eu gostava muito de futebol até que vi, há anos, uma matéria sobre um jovenzinho que morreu indo apra o jogo. Ele nem sequer chegou ao estádio. Foi espancado e dias depois morreu. A imagem do rapaz ainda vivo, frágil e de olhos inchados me impressionou e eu me prometi que não mais assistiria a futebol, não enquanto bestas brutalizadas estivessem assistindo e se matando.
Agora, acabei de clicar em um portal da internet e vi o vídeo do rapaz. Imaginem a mãe dele vendo seu filho sendo morto várias e várias vezes? Imaginem os amigos, parentes, talvez a namorada? Se eu, que nunca vi o rapaz, fiquei completamente pasmada e triste, imaginem todos que o amavam e amam?!
Tantas e tantas pessoas lutam pela vida porque estão doentes, doentes terminais, mas que querem viver. Tantos lutam para sobreviver à miséria, às condições subhumanas de favelas e periferias. E um grupo de imbecis tira a vida de quem tudo pela frente. A vida parece não valer mais nada.
Mas também queria expressar a minha tristeza mediante a atitude das emissoras de televisão, os jornais, os portais. De nada adianta deixar vídeos de agressão disponíveis. Eles chocam e entristecem pessoas de bom coração, como eu ou você. Mas seres bestializados que se comprazem em ver o sofrimento do outro e matar ficam cada vez mais excitados em repetir seus atos de maldade. Essa é a verdade.
A morte não deve ser banalizada como está sendo. Minha compaixão e condolências à mãe de Otávio Fernandes. Que Deus abençõe seu filho e dê forças à senhora.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Ultrapassando o limite da dor
Existe a dor física
Aquela que dilacera o ser, decorrente de uma doença ou acidente.
Essa, graças a Deus, não tinha conhecimento.
Mas conhecia a dor da alma
E parece que quando a dor da alma dói
Os anjos se compadecem e choram juntos
Olham aflitos aquele momento
Compenetrados em ouvir e captar sentimentos, emoções e lágrimas
Levá-las ao Alto para buscarem uma resposta
E esta vem em gotinhas de paz
A dor da alma também não tem limites
Ela dilacera, corrói e mostra a pequenez do ser diante da Vida
Evidencia nossa impotência, mas ao mesmo tempo a nossa realeza
Pois somos, paradoxalmente grandes diante da Dor
Porque se nada podemos fazer para transformar uma realidade
Para diminuir a dor de quem amamos
Para implorar que fique conosco apesar de tudo
Podemos ser majestosamente grandes para tentar continuar
Simplesmente continuar
Quando a alma chora
O mundo pára para ouvir
As ondas sussuram ao vento que estão assustadas
Como pode um coração sofrer tanto?
Mas muitos corações sofrem
E, na verdade, o mundo não pára para que esses corações se recuperem
Tudo simplesmente continua
E você tem que continuar também
Mas os anjos, ah, os anjos
Esses seres de Deus vêm ao seu encontro
Para te transmitirem uma alegria injustificável
Alegria de estar vivo, de sorrir, de respirar, andar,
Alegria de ser quem você é
De coração limpo, mente aberta, amor intenso
Parece que a dor liberta...
Quando você ultrapassa o limite da dor
Parece que a dor não faz mais sentido
Porque você finalmente entende que
Há algo além, algo mais, algo Superior
Algo além, muito além
Do que somos capazes de enxergar e sentir
Antes de sentirmos a verdadeira dor.
Sim, a dor te transforma
Você nunca mais será o mesmo
Se souber aproveitar as lições generosas dos anjos
Sim, a dor liberta...
----
Aquela que dilacera o ser, decorrente de uma doença ou acidente.
Essa, graças a Deus, não tinha conhecimento.
Mas conhecia a dor da alma
E parece que quando a dor da alma dói
Os anjos se compadecem e choram juntos
Olham aflitos aquele momento
Compenetrados em ouvir e captar sentimentos, emoções e lágrimas
Levá-las ao Alto para buscarem uma resposta
E esta vem em gotinhas de paz
A dor da alma também não tem limites
Ela dilacera, corrói e mostra a pequenez do ser diante da Vida
Evidencia nossa impotência, mas ao mesmo tempo a nossa realeza
Pois somos, paradoxalmente grandes diante da Dor
Porque se nada podemos fazer para transformar uma realidade
Para diminuir a dor de quem amamos
Para implorar que fique conosco apesar de tudo
Podemos ser majestosamente grandes para tentar continuar
Simplesmente continuar
Quando a alma chora
O mundo pára para ouvir
As ondas sussuram ao vento que estão assustadas
Como pode um coração sofrer tanto?
Mas muitos corações sofrem
E, na verdade, o mundo não pára para que esses corações se recuperem
Tudo simplesmente continua
E você tem que continuar também
Mas os anjos, ah, os anjos
Esses seres de Deus vêm ao seu encontro
Para te transmitirem uma alegria injustificável
Alegria de estar vivo, de sorrir, de respirar, andar,
Alegria de ser quem você é
De coração limpo, mente aberta, amor intenso
Parece que a dor liberta...
Quando você ultrapassa o limite da dor
Parece que a dor não faz mais sentido
Porque você finalmente entende que
Há algo além, algo mais, algo Superior
Algo além, muito além
Do que somos capazes de enxergar e sentir
Antes de sentirmos a verdadeira dor.
Sim, a dor te transforma
Você nunca mais será o mesmo
Se souber aproveitar as lições generosas dos anjos
Sim, a dor liberta...
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terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Asas quebradas
Às vezes criar asas novas pode ser um longo e dolorido processo.
Olhava para suas asas, e tal qual as asas das águias, haviam caído.
Na verdade, as águias arrancam suas asas por volta dos 40 anos de idade. Partem para um monte, arrancam com o bico suas penas já não tão belas e viçosas, e depois batem no bico até que ele caia também.
Não, as águias não são masoquistas. Trata-se de um processo necessário para que o bico renasça forte, bem como suas penas, dando lugar a novas e fortes asas. Feito isso, quando estão recuperadas, elas voam alto, o vôo da liberdade e do renascimento, prontas para viverem por mais 30 anos aproximadamente.
Trata-se, sem dúvida, de um processo doloroso. E ela estava, tal qual as águias, passando por ele.
Só que os humanos são mais complexos. Além do instinto de sobrevivência, têm uma série de sentimentos complicados para resolver dentro de si, coisa que os animais não possuem.
Às vezes o instinto de sobrevivência é solapado por esses sentimentos. Ou pela ausência deles. Pode ser que a vida tenha sido muito doída, os desgastes muito sofridos, ou simplesmente dolorosos para aquele humano que não teve força de se sobrepor a eles. Daí a coisa complica.
Ela vivia o momento do recolhimento. Asas quebradas, bico quebrado. Será que renasceria?
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