terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A difícil arte de amar




Todos os dias lemos ou assistimos nos noticiários tristes relatos de assassinatos "passionais". O homem que envenenou o filhinho com veneno de rato e depois se matou porque não se conformava com o divórcio. O homem que quis ter a filhinha em casa, apesar da relutância da mãe, e a maltratou até a morte. O casal que atirou a criança pela janela. O noivo que matou a noiva e o amigo durante a festa de casamento. O casal que esquartejou os filhos. O rapaz que encarcerou a ex no próprio apartamento e finalmente a matou diante das câmeras de TV que acompanhavam o sequestro. O advogado que matou a namorada e jogou o carro no rio. O goleiro que mandou esquartejar a ex... e por aí vai.

O que move o ser humano? Que sentimentos são esses? Que paixão ensandecida, triste e odiosa anda movendo os humanos? Quanto mais eu penso, menos consigo entender.

Quando os dramas não atingem as páginas policiais, eles ficam restritos aos lares nos quais a dor de milhares de mulheres vítimas das agressões de seus maridos se silencia. A dor muda. A dor calada.
O que leva uma mulher se sujeitar a isso?
O que leva alguém a se casar com outro sem amor?
O que leva alguém a classificar a humilhação e a violência como amor?
Alguém sabe, pelo amor de Deus, o que é o amor?

Amor é respeito. Mútuo. Amar é querer ver a felicidade do outro, seu progresso, sua realização. É ver o outro voar e ser feliz. É compartilhar de momentos de amor e prazer, sabendo que esses momentos são únicos e por isso devem ser sublimados, extasiados.
Amar é contribuir para o crescimento do outro sem se anular.
Amar é amar a si próprio. É ser feliz na própria companhia. É acreditar nos desígnios de Deus, ter paciência nos momentos da turbulência, dar a mão ao próximo nesses momentos e seguir adiante.
Amar é compreender a deficiência, a limitação do outro e ajudá-lo a melhorar. É compreender que você também tem suas deficiências e pedir ajuda, com humildade, para se auto-melhorar.
Amar é lançar-se na grande aventura da vida com vontade de aprender, de ser feliz, de saber que vai se sentir triste, vai cair em alguns momentos, mas que tudo passa... o depois chega e a nova chance vem irremediavelmente.

Todos os casos que eu citei acima são de pessoas que não amavam. Elas não se amavam, em primeiro lugar, pois se dispuseram a por fim à própria vida antes de dar cabo da vida do outro. Sabiam que popderiam sofrer consequencias e estão sofrendo. Tampouco amavam quem mataram pois quem ama liberta, quem ama quer ver o outro feliz.

Vamos amar, vamos nos lançar na aventura da vida com laços de amor e não de ódio.
Em tempo de Natal, nunca é tarde lembrar da máxima do Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amo (substende-se, eu amo todos vocês, do jeito que são e quero o melhor para todos e ajudá-los a conquistar esse melhor).
Amai-vos!

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