
Finalmente, o choro veio.
Como uma queda d'água, força represada, com volume intenso, total.
As lágrimas pareciam lavar a sua alma. Era uma tentativa de se livrar de toda a intoxicação dos últimos dias.
Sentia-se intoxicada pela maldade alheia, usada para fins escusos, mas tentou agir com o máximo de dignidade e discernimento de que foi capaz.
Mas nem sempre as coisas são claras.
Nem sempre as intenções são puras e verdadeiras, moralmente corretas, nem sempre fazem o caminho da luz.
E a luz era a sua escolha natural.
Apesar de todas as decepções, tristezas, raivas e mágoas...
Apesar de todas as quedas no seu caminho, jogos e manipulações,
Buscava não se deixar levar pelo jogo leviano de ninguém para manter-se exclusivamente no caminho que escolhera no reencarne: o da Luz.
E chorou.
E chorou.
Chorou pensando no que acontecera.
Chorou refletindo se suas atitudes eram corretas.
Chorou pelo outro, pelo próximo, por sua dor.
Chorou também pelo outro, pelo próximo, por sua pobreza de espírito, por sua falta de fé.
Entendeu que não adiantava julgar os outros por suas próprias atitudes pois cada um era um, com seu universo particular e toda a sua carga de história de vida e de decisões perante as pedras pelo caminho. Mas continuava certa de uma coisa: não havia caminho intermediário. Ou seguia-se pela luz, ou afundava-se nas trevas.
Chorou.
Mas certa de que amanhã seria outro dia.
E com ele viria a Luz do Sol
Expurgando todos os males...
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2 pensamentos:
Fiquei emocionado com a forma que você conseguiu traduzir os acontecimentos.
Tenha certeza de que a luz virá e Sol brilhará aquecendo o coração de todos e com certeza cada um ao seu modo fechará as suas feridas no seu tempo.
E que consigamos perdoar.
Beijo no coração.
Fique em paz.
Andréa
Como disse a colega antes de mim, "Que consigamos perdoar".
E eu emendo mais uma coisinha: ainda bem que há LUZ. E ainda bem que escolhemos esse caminho.
Beijos e força,
Déa
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