
Li um post no blog UM MUNDO PRA CHAMAR DE NOSSO que me comoveu bastante. Fala dos maus tratos aos animais e como algumas pessoas podem ignorar as necessidades desses lindos companheirinhos que Deus nos colocou na vida.
Ao nascer, ganhei uma cadelinha piquenês dos meus pais. A pretinha cresceu comigo e aos sete anos (quando eu também tinha sete anos), na segunda "leva" de cachorrinhos, ela não aguentou e acabou falecendo.
A pretinha, sempre tão carinhosa e mãe dedicada, tomou uma atitude que impressionou a todos... ela amamentou cada um dos seus filhotinhos que estavam na caixinha, onde ela dormia com eles, e após cumprir sua missão, saiu da caixinha, deitou-se ao lado dela e morreu.
Minha companheirinha me deixou filhotes, mas pude ficar apenas com uma, que logo demonstrou estar doente e precisou ser sacrificada. Daí, a filhote dela, a fofinha, ficou comigo por alguns anos. E também precisou ser sacrificada.
Quando isso aconteceu, eu decidi que não queria ter mais animaizinhos. Para quem, numa época da vida, teve até dez filhotinhos no quintal, era uma decisão e tanto. Mas não porque eles dão trabalho, fazem xixi e cocô, latem adoecem, nada disso. Porque eu simplesmente não queria mais sofrer tanto com a partida de mais um companheirinho.
Mas o grande Mestre achou que não era para ser assim. E então, eu ganhei a Paloma. Essa mistura de poodle com qualquer coisa, branca, com grandes manchas pretas, pêlo do corpo liso e da cabecinha cinza e enrolado, foi me cativando aos poucos. Que me perdoem, mas eu a tenho como filha.
No começo, minha mãe nem queria saber dela. Solta pêlos, suja tudo, come meias, apronta... Mas o olhar meigo da Paloma e aquele jeito todo especial de correr alucinadamente louca de alegria quando chegamos em casa cativaram minha mãe. E eu e ela ganhamos uma companheira e tanto.
Paloma me deu muito trabalho, agora está mais tranquila, do alto de seus dez anos de sabedoria.
Ela comeu roupas, rasgou outras... E ficou doente. Puxa vida.
Rompeu o ligamento dos joelhos. Das duas patas traseiras. Quando rompeu do segundo, simplesmente começou a se arrastar no chão e eu me desesperei, achei que ela não andaria mais.
Mas achei uma veterinária excelente e ela foi operada. Sabe por que ela rompeu os dois?? Porque na véspera de um feriado, por causa do trânsito, eu demorei mais para chegar em casa e minha mãe não estava. Quando cheguei, acendi a luz, ela ficou tão feliz em me ver que correu por tudo quanto era canto e eu pular no sofá, bateu o joelho!
Logo, sem fisioterapia, voltou a andar.
Daí vieram os nódulos nas mamas. Mais uma operação. Imagina a mãe - eu - como ficou? O pós-operatório foi complicado. Ela sangrava, abriu a operação duas vezes, nossa, um Deus nos acuda. Passou, ela sarou.
Nessas duas vezes, pedia para amigos rezarem. Não tinha a menor vergonha em pedir isso. Vergonha de amar??? AH.... Eu agradeço a Deus todos os dias por me dar essa capacidade incrível de me apaixonar pelos animaizinhos. Por entender o quanto de centelha divina eles carregam dentro de si com a única e generosa missão de acender a centelha divina do amor que também carregamos em nós. Já parou para pensar para que existem os animais??? Eu tenho certeza que é para isso...
Portanto, quem não tem animais ou nunca teve... quem recusa ter ou acusa o outro que tem... quem maltrata os animais ou acha um absurdo conviver com uma bola de pêlos... aqui vai o meu sinto muito. Você não sabe o AMOR imensurável, maravilhoso e mágico que está perdendo!
Obrigada Paloma, por você existir e me fazer uma pessoa melhor. Obrigada Fofinha, Pretinha, Susi, Pipo e os outros companheirinhos e companheirinhas que já caminharam comigo.
Este texto vai para todos vocês, COM AMOR!
--
1 pensamentos:
Eu entendo absolutamente cada linha desse texto.
Só quem ganha uma lambida quando chega em casa sabe o prazer de um olhar pidão.
E viva nossos amiguinhos de quatro patas (e, no meu caso, muitas Penas!!).
Bj,
Déa
Postar um comentário