segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sopros da Vida




E a vida
É a passagem do tempo
Doce ou amargo momento
Caminhada de aprendizado
Tesouro dado

Pelo Criador
Eis o que é a vida
Dia a dia
Passo a passo
Lágrimas de alegria ou dor
Risos de angústia ou amor
É a vida e sua lição que devemos aprender com ardor

O que é a Vida?
Para mim é a evolução da alma
É a busca por uma espiritualidade iluminada
É a escolha constante entre o bem e o mal
É aprender a crescer materialmente
E ao mesmo tempo desapegar-se do material
É projetar-se profissionalmente
Mas sem esquecer-se de quem se é
É acumular tesouros na terra
E lembrar-se que são provisórios
Pois a vida é assim
Repleta de desejos e valores contraditórios

Eis a Vida
Tão misteriosa e profunda
Com seus encantos, nos assusta
Mas nos ensina a viver

Inexplicavelmente, driblamos as dificuldades
Saímos vitoriosos, mais fortes e as desavenças e obstáculos transformam-se em banalidades
Envergonhamo-nos daquelas exigências,
Que antes eram tão relevantes
E tornam-se apenas mínimas reminiscências
De quem fomos ontem...
Que não mais habita em nós hoje

Porque assim é a Vida
Que caminha inexoravelmente para frente
Majestosa, imponente
E que só quer que sejamos gente
Gente alegre, gente verdadeira,
Gente grande, gente pequena,
Com o desejo de sermos cada vez melhores
Gente, apenas gente.
É apenas o que somos.
Sopros do Criador.
Sopros da Vida.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Obrigada, 2009!!!!!!



Eu agradeço 2009.
Agradeço pelas inúmeras dificuldades que eu tive.

Agradeço porque o Pai Maior me deu discernimento para encontrar um caminho e superar cada uma delas!

2009 foi um ano intenso, de muitas lutas, conquistas e vitórias.

Estudei demais, conclui o MBA de Marketing, e o mais importante, aprendi. Não estudei por um título. Ganharei o título, mas acima de tudo, acumulei conhecimento e conheci ou me aproximei ainda mais de pessoas muito especiais, como a Pétula, minha querida amiga. Pets, sucesso com a Jujuba e muita saúde e amor para você e sua família. Aguardemos a bela chegada do Joaquim!

Em 2009, também consegui realizar um sonho antigo: a compra de um apê. E como nada é fácil nessa vida, isso não foi fácil... Tentaram me passar a perna, tive dificuldades com o banco, a incorporadora, na hora da documentação....ufa! Mas passou! Agora estamos nos finalmente, eu e Ale ajeitando com carinho cada canto daquele que será nosso lar. Um espaço onde certamente reinará somente o amor, a paz e o respeito!

Em 2009 também cresci profissionalmente. Acumulei mais responsabilidades e precisei desenvolver meus conhecimentos e acima de tudo minha inteligência emocional. Mais uma vez, não foi fácil! Altas doses de paciência, muito amor pelo trabalho e, creio eu, o saldo foi positivo no final das contas.

Também estive próxima da minha família, algumas coisas nao saíram bem do jeito que eu queria, mas o que importa é que estamos todos juntos, unidos, um amparando o outro na medida do possível, claro.

Eu agradeço 2009 por me tornar mais humana, mais feliz, mais realizada! Agradeço esse lindo ano, de tantas barreiras no caminho, mas que me fez enxergar, mais uma vez, que o Pai Maior está realmente acima de tudo, sempre me protegendo e me iluminando. É com intensa emoção e alegria que eu te agradeço, Pai, porque só quem tem fé sabe como é belo o seu amor e como é mágico quanto você, querido Pai, interfere em nossas vidas e nos orienta.

2009! Obrigada por tudo!
Pai, obrigada por tudo!

E que venha 2010!!!!


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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Expurgando os males


Finalmente, o choro veio.
Como uma queda d'água, força represada, com volume intenso, total.
As lágrimas pareciam lavar a sua alma. Era uma tentativa de se livrar de toda a intoxicação dos últimos dias.
Sentia-se intoxicada pela maldade alheia, usada para fins escusos, mas tentou agir com o máximo de dignidade e discernimento de que foi capaz.
Mas nem sempre as coisas são claras.
Nem sempre as intenções são puras e verdadeiras, moralmente corretas, nem sempre fazem o caminho da luz.
E a luz era a sua escolha natural.
Apesar de todas as decepções, tristezas, raivas e mágoas...
Apesar de todas as quedas no seu caminho, jogos e manipulações,
Buscava não se deixar levar pelo jogo leviano de ninguém para manter-se exclusivamente no caminho que escolhera no reencarne: o da Luz.
E chorou.
Chorou pensando no que acontecera.
Chorou refletindo se suas atitudes eram corretas.
Chorou pelo outro, pelo próximo, por sua dor.
Chorou também pelo outro, pelo próximo, por sua pobreza de espírito, por sua falta de fé.
Entendeu que não adiantava julgar os outros por suas próprias atitudes pois cada um era um, com seu universo particular e toda a sua carga de história de vida e de decisões perante as pedras pelo caminho. Mas continuava certa de uma coisa: não havia caminho intermediário. Ou seguia-se pela luz, ou afundava-se nas trevas.
Chorou.
Mas certa de que amanhã seria outro dia.
E com ele viria a Luz do Sol
Expurgando todos os males...


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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Pais e Filhos





Sempre achei que ter um filho requer muita responsabilidade. Não só no que diz respeito a dinheiro, aos custos envolvidos com saúde, escola, roupas, fraldas, etc, etc. Mas principalmente à formação da personalidade da criança, à formação moral.

Ouvi dizer que o "principal" da personalidade dos pequenos se forma até os sete anos. Então, suas experiências nessa fase serão marcantes para sua vida e como ele conduzirá diversas situações. Imagine a responsabilidade!

Se você parar para pensar, vai ver que se lembra de muitas coisas dessa fase de sua vida. Eu, por exemplo, lembro muitíssimo bem.

Por isso mesmo que estou escrevendo esse post. Infelizmente as lembranças que tenho dessa época me afetam negativamente até os dias de hoje.

Algumas atitudes que tenho parecem ter sido condicionadas a partir daquele período. Uma propensão a ver o lado "negro da força", de achar que algo pode dar errado, de ver o contra onde algumas vezes só tem prós... de ter medo.

Calma, calma, quem me conhece sabe que não sou tão neurótica assim. Mas a verdade é que esse medinho, essa tristeza, essa capa de angústia e medo vez por outra me cobre e tenho que lutar com todas as forças para tirá-la de mim.

Portanto, quem é pai, mãe, cuide com carinho e amor do seu filho. Ele pode até não se lembrar do brinquedo espetacular que você deu de presente no Dia das Crianças daqui a alguns anos, mas certamente vai se lembrar se você não lhe deu amor, deixou de brincar com ele, gritou, brigou, bateu, ou tomou alguma atitude ruim, violenta com alguém na frente dele.

Somos resultado de nossas experiências. E elas começam cedo. Portanto, devemos pensar bem nas experiências que desejamos que nossos filhos passem em seus primeiros anos pois elas serão quase que determinantes para eles pelo resto de suas vidas.


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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Decepção!

Como é amargo o gosto da decepção!
Por esses dias, passei por um momento bem ruim. Alguém que eu não esperava me magoou.
Tá certo que eu me considero uma dessas pessoas que se magoam com certa facilidade. Mas tem coisas que causam umas mágoas profundas, que por mais que a gente tente relevar, fingir para nós mesmos que não importou tanto assim, que não é para tudo isso... a dor se faz presente.
Fiquei - aliás estou até agora - com aquele gosto amargo na boca. Literalmente eu consigo sentir esse gosto. E no estômago, um enjôo, na cabeça, uma tontura. Por isso quando nos decepcionamos dizemos "que pancada"... porque a sensação é de uma pancada bem dada.
Estou escrevendo aqui para ver se consigo exorcizar essa dorzinha chata e constante que sombreou meus olhos. Ouvi até de duas pessoas com quem trabalho: "Você tá melhor?" (sem saber a origem do que tinha me deixado mal... ou "to te achando tão tristezinha essa semana". Mesmo tentando duramente não mostrar nada para ninguém.
A questão é que não consigo deixar de mostrar para mim mesma que me decepcionei. E estou colando os caquinhos, mas aquilo que é colado dificilmente toma a forma original. É justamente isso que me assusta...

domingo, 6 de setembro de 2009

Desesperar jamais



Desesperar jamais
Aprendemos muito nesses anos
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempoNada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecerNo balanço de perdas e danos
Já tivemos muitos desenganos
Já tivemos muito que chorar
Mas agora, acho que chegou a hora
De fazer Valer o dito popular
Desesperar jamais
Cutucou por baixo, o de cima cai
Desesperar jamais
Cutucou com jeito, não levanta mais


Fui buscar uma música que revelasse meus sentimentos... Eta trem bão que achei uma perfeita!!!
Essa do Ivan Lins veio tocando na minha mente e não me lembrava ao certo a letra. Pois nada como o pai google para resolver.
Lição de vida. Quantas vezes não nos desesperamos? A coisa não sai do jeito que a gente quer. A demora nos angustia. A pessoa que confiamos nos engana na maior cara dura. O projeto que construimos cai por terra. A doença, o medo, o desespero, a angústia nos atropelam?
Mas nesse domingo chuvoso, eu aqui em casa, com minha mãe e Paloma fazendo companhia, meu amor, tadinho, lá trabalhando e eu cá fazendo trabalho para o MBA de marketing... um sentimento de alegria, de conquista, de passo a passo sendo realizado, de satisfação pessoal por ser uma pessoa honesta, íntegra, que fala duro e briga quando necessário, mas sempre com justiça, com amor no coração, sem nunca desejar o mal, apenas justiça.
Tive uma série em cadeia de decepções de uns tempos para cá. Certamente que devo ter causado tantas outras por aí. Mas a grande diferença é que eu não quis decepcionar ninguém, enquanto que fui deliberadamente vítima de gente de má fé.
Vítima não, afinal, como sempre digo, Deus ajuda os bons e na hora H sempre fui salva pelo gongo.
Então esse post é uma celebração ao Poder Divino, uma reafirmação da minha fé, em todos os tempos, mesmo quando eu aparentemente fraquejar, uma celebração ao amor que domina meu coração e cada minuto da minha vida. Este post é um agradecimento pela Proteção e Amor do Pai e um muito obrigado à Vida que me dá duras lições, mas que traz as compensações em seguida.
Que assim seja!

sábado, 29 de agosto de 2009

Sobre a razão e a loucura



Nunca havia lido nada sobre este tema. Até que chegou às minhas mãos “Veronika decide morrer”, de Paulo Coelho. Com trechos autobiográficos e relatos de conversas com outros internos das fases em que viveu em um hospital psiquiátrico, o autor discorre brilhantemente, sem maiores pretensões e por isso mesmo de uma forma envolvente e clara, sobre os limites entre razão e loucura.

Sair dos padrões, extrapolar limites, ser quem você realmente é, expor seus pensamentos, buscar seus dons, suas vontades, amar intensamente, não se importar com que os outros dizem ou pensam, não ter necessidade de seguir padrões convencionais... tudo isso pode ser praticamente enquadrado dentro do universo da loucura.

Porque se você parar para pensar, quando pode realmente falar o que pensa sem ter medo de ferir o outro ou de ser mal interpretado? Mesmo quando o que você está fazendo é algo que vem do âmago do seu ser, você sente aquilo ou você acredita que expondo a realidade, o problema, pode conduzir a uma solução? Raramente você pode ser integralmente sincero. Ser integralmente sincero é uma loucura. Pois os “normais” filtram o que devem dizer.

Um trecho interessante do livro é a comparação da loucura com o transbordamento da água de um tanque. E a razão é justamente viver no tanque, cuidar das bordas. Mas por outro lado, se você nunca ultrapassa as bordas, vai acabar caindo na loucura. Um verdadeiro paradoxo, não?

Isso porque cada ser humano é único. E acredito piamente que tem pessoas que não conseguem viver no tanque da realidade, do mundo dito normal e por isso vivem extrapolando. Elas amam demais, choram demais, ou mesmo enxergam a si e aos outros demais, em uma espécie de lucidez assustadora pois o mundo e as pessoas não são tão cor de rosa assim.

Esse louco por excesso de lucidez se magoa por não poder falar o que pensa ipsis literis, por não poder demonstrar seu amor ou sua raiva integralmente, por precisar cumprir as burocracias da vida, por não acreditar que subir cada vez mais alto em uma profissão tem necessariamente a ver com perder todas as outras coisas boas que a vida pode lhe oferecer e que você tem que se sentir feliz por viver enjaulado!

Então esse louco se deprime, chora, ultrapassa o tanque com rios de lágrimas que de alguma forma têm que sair de dentro dele e dar vazão a tudo o que carrega dentro de si. Para não ser tachado de louco, para continuar sobrevivendo nessa terra de mais padrões e regras na qual quanto mais se trabalha, estuda, trabalha, estuda, trabalha, estuda, sobe de cargo, tem mais e mais emails, mais e mais responsabilidades e gente chamando por seu nome, esquecendo-se que você é, afinal de carne e osso; enfim, para continuar vivendo nesse contexto, não perder tudo o que construiu (e afinal o que construiu mesmo?) não desatar os delicados laços que sustentam suas relações e a vida de quem depende dele, então esse ser precisa seguir em frente, dentro do tanque e só extrapolar o tanque quando ninguém estiver vendo.

Meu TCC para o curso de jornalismo da Puc, em 2000 foi sobre Jornalismo e Literatura. Abordei autores que eram jornalistas, mas que sempre enveredavam pelo universo da ficção. E Carlos Heitor Cony me escreveu uma coisa que jamais me esqueci e que voltei a evocar hoje ao terminar de ler o livro de Coelho: o jornalista era um peixe de águas rasas, enquanto que o escritor era um peixe de águas profundas, tinha um oceano inteiro para mergulhar.
Isso significa que um vive na superficialidade, justamente, na faixa da realidade e da razão. Mas como alguns jornalistas (e alguns outros loucos) não conseguem ficar nadando nessa margem, então eles mergulham na ficção, criam realidades paralelas e muito mais profundas – transbordam o tanque. Criar outras realidades não é justamente loucura?!

Essa interpretação é minha, mas me parece razoável. Acho que por isso que Coelho decidiu escrever, para viver as outras realidades, outras vidas que só os livros – onde todo tipo de loucura é permitida – nos podem mostrar.
Ps: ontem fiz aniversário. Mais um ano de razão ou loucura?